Super El Niño: fenômeno climático entra no radar do agronegócio e pode afetar produtividade local de café

Super El Niño: fenômeno climático entra no radar do agronegócio e pode afetar produtividade local de café

⌨️ Por Pablo Ferreira | Módulo FM

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Postado em: 20/05/2026

A possibilidade de formação de um novo El Niño forte nos próximos meses já começa a preocupar produtores rurais e especialistas do setor agrícola em Minas Gerais, principalmente em regiões produtoras de café como Patrocínio, no Alto Paranaíba, que vive atualmente o período de colheita da safra.

Novas projeções climáticas divulgadas em maio pelo Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (NOAA) apontam 82% de chance de o fenômeno climático se formar entre maio e julho de 2026 e 96% de probabilidade de permanência até o início de 2027.

Segundo análises internacionais e da Climatempo, o fenômeno pode atingir intensidade forte, aumentando o risco de alterações climáticas importantes no Brasil nos próximos meses.

Patrocínio, considerada uma das principais potências da cafeicultura nacional, acompanha o cenário com atenção. O município tem grande parte de sua economia ligada ao agronegócio, especialmente à produção de café, cultura extremamente sensível às mudanças climáticas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, provocando mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo. No Brasil, historicamente, o fenômeno costuma provocar aumento das temperaturas e períodos mais secos na região central do país, além de instabilidades climáticas irregulares.

Especialistas alertam que ondas de calor, baixa umidade e irregularidade das chuvas podem afetar diretamente a colheita do café. Episódios isolados de chuvas intensas também podem trazer prejuízos, dificultando operações no campo e aumentando riscos de erosão e doenças nas plantações.

Apesar das projeções mais preocupantes, pesquisadores reforçam que ainda existe incerteza sobre a intensidade final do fenômeno. O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) informou que há mais de 80% de probabilidade de ocorrência do El Niño na segunda metade de 2026, mas ainda sem confirmação de um chamado “super El Niño”.

Além dos impactos na produção agrícola, o fenômeno também pode influenciar preços, logística e custos no setor rural, afetando desde produtores até exportações ligadas ao café do Cerrado Mineiro.

Meteorologistas destacam que os efeitos mais significativos do El Niño no Brasil normalmente começam a ser sentidos entre a primavera e o verão, período em que o fenômeno ganha força e passa a influenciar diretamente o clima do país.

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